Ambientação

Há 27 anos atrás, os dragões foram dados por extintos graças a uma terrível doença que exterminou as espécies, mas um criador clandestino surge com uma grande quantidade de ovos e o Ministério se empenha para reproduzi-los. Responsável por desenvolver cruzas de dragões para recriar os híbridos antes existentes, o Centro de Pesquisas Thunderbird foi saqueados por comensais que planejavam a criação de um exército poderoso para assumir o controle do Ministério. Em resposta, o governo desmembra o Departamento de Pesquisa e Limitação de Dragões e cria a Sede de Domadores e Cavaleiros de Dragões para tentar se defender da ameaça que vinha.


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FUGA EM BANGLADESH!

Mensagem por Joseph Greer Campbell em Dom Jun 18, 2017 9:49 am

missão de campo

estilo antigo

S
uas mãos doíam naquela tarde. Havia na noite passado usado de todos os artifícios para torturar um medi-bruxo qualquer árabe. Desta vez, a sua missão lhe enviou para Dhaka, capital de Bangladesh. Era uma missão um pouco mais complicada que a anterior. Ele teria que novamente obter informações. As informações sempre eram sob os movimentos dos Domadores de Dragões. Um grupo que crescia forte e conseguia mais aliados ao redor do mundo. Sangue-ruim e bruxo. Todos tinham como objetivo sempre unir os mundos, ter uma vivência saudável e amigável. Na visão dele o fim era o mesmo, uma vivência saudável e amigável, para a raça bruxa, a raça que está no topo da cadeia alimentar.

O bruxo da noite anterior no final cedeu sob as investidas do comensal. Era um dos afazeres que ele mais tinha prazer. Torturar. O grupo de Domadores daquele país se reuniam em uma mesquita trouxa no bairro de Naya Bazar, perto do rio Buriganga. Estreitou os olhos assim que saiu do taxí trouxa e se deparou com a rua cheia de mulçumanos. Ali, ele era um estrangeiro, e para o bem daquele povo que não o atrapalhassem.

Como um homem de negócios estava vestido como tal. Ainda tivera tempo entre uma missão e outro ajustar um dispositivo no pulso onde a varinha ficava presa, facilitando poder tê-la em sua mão. E guardar. A mesquita que ele procurava estava perto, não era difícil de a encontrar. Era um prédio branco, sem nenhuma marca de publicidade do mundo trouxa. Sob a mesquita erguia-se uma torre branca da mesma cor que suas paredes, e em cada andar de sua torre, as varandas estavam pintadas de azul. Olhou para os lados e contornou a mesquita entrando por uma porta lateral. Onde apenas a administração poderia entrar.

Caminhou tranquilamente por dentro do lugar. Uma coisa ele tinha que admitir, os mulçumanos tinham bom gosto para a arquitetura. Por fora aquela mesquita parecia simples, mas por dentro ela demonstrava uma beleza totalmente diferente aos olhos leigos de quem apenas fica do lado de fora.

Ouviu alguns passos no corredor a sua frente, assim que saiu do grande salão onde estava, era uma dupla de mulçumanos e depois deles ainda mais outros passaram, pelo horário parecia que iria para mais um salá. Pelo menos Morgana estava lhe ajudando naquele momento. Com o salá preste a começar, eles não prestariam atenção em um estrangeiro ali dentro. Estariam adorando seu Deus que não faz milagres.

“Assim que entrar pela porta administrativa, verá um grande salão... O salá acontece no corredor em frente para direita... As reuniões dos Domadores acontecem no final do corredor para a esquerda...” As palavras daquele medi-bruxo ecoaram em sua cabeça enquanto continuava caminhando pelo corredor seguindo a sua missão.

Quando chegou finalmente no final das ‘instruções’ que retirou do torturado se deparou com um quadro. Era um homem de meia-idade, com a barba comprida, olhos negros com a noite sem luar, vestido como um árabe no século XVII ou XVIII. Moveu-se quando viu a aproximação do comensal. Joseph não sabia que havia um quadro no final do corredor. Não conseguiu essa informação a tempo, antes do coração da medi-bruxa parar com os choques que ele lhe dava. – Boa tarde, estrangeiro. Imagino que saiba me responder:  O mais velho já se foi, O do meio está conosco E o caçula não nasceu... – ouviu a voz grossa do quadro, que tinha um meio sorriso em seus lábios. Parecia satisfeito com aquela charada.

Joseph riu cansado daquela ladainha. – Diria que seria, o passado, o presente e o futuro... Mas diria que o seu futuro não exista mais... – com um movimento de braço fez a varinha aparecer em sua mão saindo do dispositivo que tivera arrumado à bocado. Bombarda Maxima! – apontou a varinha para a frente, conseguiu ver a cara de espanto do quadro, e o mesmo a segurar algumas palavras em sua língua antes de fugir para qualquer outro lugar. Sabia que depois do que fizera tinha poucos minutos, talvez até segundos para sair dali. A varinha brilhou e o brilhou viajou até o quadro, fazendo o explodir junto com a parede.

Rapidamente como uma cobra escorregou para dentro da sala de reuniões, ela ainda estava vazia. Passou seus olhos para o pequeno aposento, com uma mesa central, e alguns armários, nada parecia suspeito e muito menos ajudaria para o resto de sua tarefa. Era importante conseguir encontrar os próximos passos dos Domadores, mas para isso precisava ter mais nomes, e mais pessoas com o que torturar. Era uma caçada inquietante.

Nas suas costas ouviu um barulho de aparatação. Virou-se imediatamente e sem ver quem era, mas já imaginando qual seria o resultado se esperasse um pouco mais. Avada Kedavra! – apontou a varinha para o bruxo que aparatou naquela sala junto com ele, movendo-a em um raio. A ponta ficou verde e logo atingiu seu alvo, caindo quase que na entrada sala, sem vida.

Havia falhado naquele momento. E não tinha muito mais tempo para pensar nas consequências. Olhou para um dos armários e viu uma foto, um grupo de bruxos estava ali formado, todos eram árabes, mas apenas uma mulher estava presente, uma que estava com as roupas casuais, e o véu cobria seu cabelo. Ela parecia ser a ligação entre os Domadores Europeus e os Árabes. Dobrou a foto e a enfiou no bolso de sua calça, mas antes que pudesse perceber havia sido jogado contra a parede. Sentiu-se um pouco tonto, levantou cambaleando um pouco, e com a visão turva apenas viu a silhueta do seu agressor. Apontou a varinha para onde conseguia ver, só que ao invés de o atacar, aparatou.

Sentiu seu corpo sumir e aparecer dentro do hotel onde estava hospedado, precisaria agir rápido. Tinha certeza que as autoridades bruxas daquela região já estariam a procura dele. Agora só restava fugir, e ir atrás daquela mulher da foto.


Última edição por Joseph Greer Campbell em Seg Jul 17, 2017 3:20 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Joseph Greer Campbell em Seg Jul 17, 2017 3:19 pm

descobertas

o passado

-A
gora! – bradou o comensal para o bruxo a sua frente. Joseph andava um pouco mais agitado desde a sua última missão. Para sua sorte ainda não tinha sua foto nos jornais bruxos da região. Tinha ainda um exemplar do dia seguinte sob a mesa de madeira ao seu lado. Crucio! – torturou mais um pouco o bruxo que estava preso, que para o seu bem não era um avarador, ou as coisa estariam realmente ruins. O bruxo com menos da idade dele, os cabelos compridos e encaracolados castanhos, e um pequeno bigode. Os olhos assustados recebendo uma tortura a seguir da outra sem poder falar.

Os olhos do comensal tinham felicidade. Gostava de torturar de ouvir o grito de dor, para ele era algo revigorante. Voltou para perto do bruxo como uma cobra escorregadia. Colocou a mão sobre seu rosto. – Vamos, seja bonzinho comigo... Ou eu vou acabar cortando a sua língua fora... – disse roçando o nariz na maça dele. Como se estivesse ligado na sombra sumiu de perto e apareceu alguns metros do bruxo amarrado na cadeira, e com um movimento ouviu-se finalmente a voz soluçante e fraca do mesmo.

- RESPONDA! Verme! – ameaçou mover a varinha em mais uma tortura e então o bruxo começou a balançar até que ele caiu de costas ao chão. – O que você disse? – moveu a cabeça deixando o lado de uma das orelhas viradas para ele. – Eu... Eu... Eu não sei, senhor! – choramingou o bruxo jovem. – NÃO SABE? – tirou do bolso uma outra varinha e com uma das mãos a quebrou. – Acho que você não merece isso... – e a atirou para ele. Novamente num piscar de olhos chegou perto do bruxo, o levantando. – Que isso homem, você está um caco só... – falou parecendo mesmo preocupado com ele, até afastou um pouco dos cabelos da sua boca. – Agora está mais apresentável... – sorriu malicioso. – Você sabe muito bem quem é essa mulher! – e apontou para a foto que havia roubado da sede da organização que se encontrava na mesquita que ele outrora invadiu.

- Mas... Mas eu não sei... – ouviu-se a voz fraca do bruxo, já não tinha mais forças para continuar a lutar contra o seu torturador. Joseph sem paciência. Crucio! – e novamente o bruxo torturado, se moveu parecendo em estado de choque, um breve sorriso apareceu nos lábios do comensal. E o seu grito poderia ser ouvido a um bairro de distância, se não tivesse precavido com o feitiço ideal para os ruídos apenas ficarem naquele cômodo.

- Leve! – gemeu o torturado. – LEVE E ME MATE! – berrou aflito o jovem bruxo árabe. – E acabar assim com toda a diversão... – reclamou o comensal, mas não recusou sabia que memórias só podiam ser dadas e não tiradas. Foi até a mesa de madeira e pegou um frasco vazio e levou até os olhos do jovem recolhendo assim as suas lágrimas. – Acho que já é o suficiente... – disse observando o conteúdo dentro. E olhou para o prisioneiro cabisbaixo, com um pouco de baba escorrendo de sua boca, e pingando no seu pé. – IMUNDO! CRUCIO! – torturando pela última vez, vendo a cadeira cair novamente de tanto que ele se contorcia. Joseph riu satisfeito, viu seus olhos começarem a ficar sem vida. – Mas já? – sorriu triste. – Não vou te deixar morrer agora... Reanimus! – E um feitiço atingiu o bruxo caído, como se fosse massagem cardiorrespiratória para o fazer recordar a razão. E não funcionou. – Acho que exagerei...

Joseph então deixou o corpo caído naquele porão velho, e subiu as escadas da casa. Era uma casa nova, de uma família trouxa que estava de férias e não a usaria por algum tempo. As paredes eram de pedras, a cidade toda parecia ser de pedra e barro, e aquilo não lhe deixava nada satisfeito. O bruxo evitava as janelas da casa e no quarto que ocupava com uma pequena cama para apenas esticar seu corpo. Ao lado da cabeceira havia uma penseira. Ele não possuía uma, ele a roubou. Dias depois ousado, voltou ao lugar onde outra tinha invadido, não foi apanhado, era para apagar seus rastros e a encontrou ali, como um brinde. E agora usufruía.

Pegou o frasco e derramou seu liquido dentro dela. Sem pestanejar mergulhou a cabeça dentro. Viu uma reunião entre sete bruxos árabes e uma bruxa inglesa. Sabia que ela era estrangeira. Comentavam que a reunião tinha sido um sucesso e que eles precisavam registrar o momento. A sala pequena deles e então alguém apareceu com uma câmera fotográfica. Reparou então na mulher as vestes simples, de bruxa estrangeira e os seus cabelos ruivos e os olhos claros. Um pequeno nariz empinado. Lembrava-lhe muito uma ruiva que conhecera em sua época de escola. E então ela riu, uma risada inesquecível. E a confirmação de sua teoria veio a seguir. O bruxo jovem ao qual conseguira a memória revelou seu nome. Senhorita March. Joseph subitamente saiu da memória. Parecia que tinha mergulhado no passado. Ela sempre estragando seus planos, desde a escola.

- Delysia March! – sorriu satisfeito.

Foto Delysia March

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