[RP] Missão de Observação

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Mensagem por Joseph Greer Campbell em Sab Jun 24, 2017 2:51 pm
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não te tocar

A
proveitou o tempo na ilha para poder estar um pouco em sua casa. Pelo menos ele conseguiu realmente aproveitar a casa e degustar um dos milhares de vinhos que passavam de geração em geração na família Campbell. Até realmente voltar à ativa. Naquele momento até estava concentrado em suas antigas buscas, em suas descobertas, mas nada do que fazia lhe resultava. Era complicado. Coçou a cabeça, como se pudesse massagear o cérebro depois de ver a imagem da Lady das Trevas sumir nas cinzas da lareira, ela não se arriscava tanto, e quando o fazia era extremamente importante.

Não estava se preparando para mais um ataque ou alguma tortura, era apenas para uma observação de campo, e ele também não podia aparecer novamente como quem era, antes que todo o mundo bruxo descobrisse os seus feitos. Lembrava exatamente das palavras da Lady para sua pessoa. “Seja prudente. Observe. Não se aproxime. Aja naturalmente.” Como se ele nunca fizesse aquilo em todas as missões que lhe era passada, mas sabia da precaução da mulher e não podia negar, ele parecia ter agido como um adolescente qualquer pronto para mostrar serviço, e aquilo o fazia se remoer de raiva pelos descuidos recentes.

Aparatou do lado de fora das dependências de sua residência. Seu local de destino era uma aldeia conhecida de muitos bruxos. Faziam certos cinco anos e meio desde a última vez que colocaste os pés naquele lugar. Hogsmeade parecia ser um local onde o tempo não lhe afetava. Tudo parecia em seu exato lugar. O que mudava e com frequência eram as pessoas que visitavam, do resto as construções, as lojas e até mesmo os artigos que vendiam, tudo, do mesmo jeito. Como se lembrava a cinco anos e meio atrás.

Andou lentamente pela rua principal, e sentou-se em um dos bancos de pedra que ali haviam. Um jornal do dia seguinte estava ali também. O apanhou e começou a andar com os olhos pelo papel, vendo as imagens se mexer, mas nada lhe chamava atenção. Levantou os olhos em seguida, e observou as pessoas que passavam distraídas, sem perceberem a sua presença no local. Logo ela vai aparecer... Acalmou a cabeça. Seu cérebro novamente coçava e ele mais uma vez passou a mão em sua careca, sentindo o vento fresco contornar seu coro sem cabelos. Agora sou uma babá... Essa mulher tem que definir o que quer realmente... Estou farto desta droga de observação... Esperar, quem ela pensa que é para me fazer esperar por alguém, apenas para observar... Reclamou em pensamento. Ali ele parecia estar mais sozinho do que estaria em sua casa.
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Mensagem por Invisibility Cloak em Sab Jun 24, 2017 9:10 pm


Cuidado comoterrorOs filhos não são iguais aos pais, ou pelo menos eu acho e.e

“Eu preciso ir comprar algumas coisas e visitas algumas pessoas antes das aulas voltarem, depois disso não terei tempo mais para nada, para nada mesmo” Penso andando de um lado para o outro observando o chapéu seletor me observar como se eu estivesse ficando maluca.  –Vamos ter mais alunos esse ano, e isso inclui mais trabalho e estresse também, mas isso pode ser bom, interação entre as escolas é sempre uma coisa boa, afinal, pessoas de lugares e culturas diferentes podem se conhecer e se tornarem amigas ou algo do tipo, esse lado pode ser bom. E também tem a minha filha, dessa forma eu fico bem pertinho dela. - digo sorrindo com os olhos brilhando quando falo da minha filha e respiro fundo para não chorar.

Levanto minha para a minha mesa –Accio varinha.- pego a minha varinha e caminho até a porta da minha sala ouvindo o eco do salto alto por todo o ambiente.

(...)

Ando pelas ruas do vilarejo de Hogsmeade vendo as pessoas das mais variadas idades andando por diversos caminhos. Aceno sorrindo para algumas pessoas que me reconhece como a diretora de Hogwarts e caminho até meu destino. Compro algumas bobagens como doces, roupas e alguns livros da matéria que eu lecionava em Hogwarts e caminho até a praça do vilarejo para descansar um pouco.

Sento-me em um banco do local e coloco as sacolas no mesmo pegando uma revista de roupas e a abro dando uma olhada nas roupas da moda.

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Mensagem por Joseph Greer Campbell em Dom Jun 25, 2017 10:42 am
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não te tocar

F
icou naquele banco por mais alguns minutos, vendo como andavam as notícias do mundo bruxo. Na verdade, procurava alguma relacionada a sua pessoa. Se o investigavam, ou se já desconfiavam dos últimos ataques. Quando novamente levantou os olhos para observar as pessoas na rua não havia reparado que a pessoa pela qual esperava já se encontrava também no local. Será que a Lady anda trabalhando com algum bruxo com habilidade de adivinhação? Ou dessa vez ela resolveu me ouvir e usou um vira-tempo? Se perguntou, enquanto analisava a atual diretora de Hogwarts. O mais estranho era que a Lady queria ‘supervisionar’ a irmã como se ela fosse algum problema. Conversou consigo. Sabe o que é pior do que uma bruxa talentosa? Uma bruxa bonita e talentosa! Afirmou, levantando-se do banco e caminhando até a loira do outro lado.

- Precisa de um pouco de ajuda com as compras... Senhora Diretora? – indagou ainda um pouco distante, enrolando o jornal bruxo do dia anterior e o colocando debaixo de um dos braços, enquanto dava um sorriso simpático. Como se fosse possível ele dar algum sorriso simpático em sua vida. Parecia uma cena de filme de terror. – Andaste muito atarefada nesta tarde... – comentou olhando das sacolas de suas compras para a diretora a sua frente. Fitou os olhos azuis dela por alguns segundos como se ela penetrasse seu âmbito e vasculhasse a sua mente, procurando sinais de seus pensamentos e lugares obscuros. Piscou antes que se perdesse em pensamentos. Era hora de mudar de assunto. – Acho que nunca fomos apresentados devidamente... – esticou uma das mãos para ela, e assim que ela o retribuiu, baixou o dorso com cordialidade e tocou com os lábios secos nas costas de sua mão, como se fazia antigamente ao cumprimentar uma dama da alta sociedade. – Sou Joseph Campbell. – voltou ao normal sem sorrir. Com todo aquele gesto ele lembrou-se de uma ou duas vezes ter encontrado com a loira, mas não lembrava direito qual era a situação. Lembrava sempre de estar acompanhado da irmã dela, Lilith. A mesma que havia lhe incumbido tal missão, e a qual ele como sempre mudava a forma de trabalhar, para o melhor jeito Joseph.

- Esperando mais um ano conturbado em Hogwarts? – comentou desviando o olhar para o castelo que estava a poucos metros dele, e que o comensal não poderia entrar, não sem ser convidado. – Minha filha sempre volta bem mais atrevida... Deve ser as detenções que apanha... – comentou um pouco triste, ela era uma vergonha para a família, mesmo sendo a sua filha fazia de tudo para ela. Em troca, só ganhava desgosto.
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Mensagem por Invisibility Cloak em Ter Jun 27, 2017 4:33 pm


Cuidado comoterrorOs filhos não são iguais aos pais, ou pelo menos eu acho e.e


Folheio a revista vendo alguns modelos de roupas realmente impressionantes e, na primeira oportunidade que eu tivesse eu teria que comprá-las, era realmente impressionante. A moda bruxa era com certeza diferente da trouxa, mas ambas tinham seu toque particular. Respiro fundo passando folha por folha enquanto sentia um leve vento bater em seus cabelos os fazendo voar levemente para o lado contrario do vento.

Levanto meu olhar levemente para a voz que vinha em minha direção e vejo um homem perto de eu dizer algo se eu precisava de ajuda com minhas compras. Seu rosto não me era familiar, ou se era, seria muito difícil me lembrar já que todos os anos eu tinha que conhecer novos rostos e relembrar os velhos. Sorri fracamente para o homem a minha frente e fechei minha revista logo a guardando em uma das sacolas.

-Não, estou bem assim, elas não estão nem um pouco pesadas. Agradeço pela gentileza. - digo olhando para as sacolas e depois para o homem. Aquilo estava meio estranho, como o homem sabia que eu era a diretora se ele não tinha acesso a Hogwarts? A não ser que ele lesse o jornal do Profeta diário, ai sim ele saberia quem eu era. –E sem a senhora, por favor, ainda não estou ficando mais velha. - faço uma brincadeira leve dando uma risada rápida e volto o meu olhar para o homem. –Sabe como é né? Quando não se tem muito tempo para nada, qualquer minuto livre aproveitamos bastante. - diz cruzando as pernas.

Olho nos olhos do homem por um breve período de tempo e o encaro seriamente levantando meu rosto por ainda estar sentada e ele em pé. –Apresentações são necessárias muitas vezes, Morgana Furtwängler, mas já deve saber disso. - apresento-me esticando minha mão direita que logo é beijada cordialmente por Joseph. Ele deveria ser um homem muito ocupado e cordial, era rara as vezes que um homem beijava a mão de uma mulher nos tempos de hoje.

Suspiro levemente tirando as sacolas do banco e as colocando no chão ao meu lado na beira do banco para que pudesse sentar ao meu lado. –Na verdade já até me acostumei, mas são apenas crianças e adolescentes, é apenas uma fase que passa depressa e fica na nossa vida pra sempre, não é?- digo. Apoio minhas mãos sobre minhas pernas ainda cruzadas e observo o homem falar sobre sua filha. –Claro, isso sempre acontece, é até comum demais se soltarem na escola e acharem que fora delas podem ter o mesmo comportamento. - falo rindo baixo lembrando das mais variadas detenções que já havia presenciado. –Me desculpe, mas, quem é sua filha e ela é de qual casa? São muitos alunos e sobrenomes parecidos, fica difícil saber apenas por um sobrenome. – o pergunto.

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Mensagem por Joseph Greer Campbell em Qua Jun 28, 2017 1:18 pm
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P
arecia que a conversa dos dois não estava fluindo muito bem. Ele era um desconhecido para ela, e mesmo que ele já a conhecesse de vista, ainda não tinha realmente revelado quem era. Para seu bem, e o dela, era bom que não soubesse quem realmente era e o que estaria fazendo ali. Deveria manter a distância, e a Lady das Trevas tinha informado isso muito bem. Mas ele não poderia evitar a aproximação e alguma troca de palavras.

Sorriu um pouco embaraçado por chama-la de senhora. Era verdade que na sua época de escola o corpo docente de Hogwarts era bem mais velho que ele e ela juntos. Então para a senhorita Morgana estar onde está ou subiu igual a uma outra Furtwängler, assim contava o mundo bruxo, ou realmente era uma bruxa poderosíssima. Prefiro acreditar em seus feitos... A moça loira cedeu espaço no banco ao seu lado, livrando-se das sacolas e ele entendeu o recado. Também estava um pouco desconfortável com a situação de ela ter que olha-lo sentada e sempre para cima, não queria passar a impressão de que era superior, até porque era ela quem tinha o cargo mais alto entre eles.

- Com licença... – pediu antes de se juntar a ela no banco. Sentou e virou-se para ela, em uma posição mais favorável para conversarem olhando nos olhos. Sorriu divertido com o que a diretora dizia com a fase adolescente dos alunos. – Espero que passe logo com a minha filha, deve indicar ela para alguma aula especifica? Reforço escolar? Ou vocês voltaram a usar a masmorra para tortura com alunos, igual nos tempos dos fundadores? – questionou a mulher. A parte das masmorras ele entendia e conhecia perfeitamente, era um dos mitos da escola que ele mais gostou, e provavelmente foi por causa disso que ele se aperfeiçoou nas técnicas de torturas, mas isso não vem ao caso.

Pelo jeito os grandes feitos da minha filha é me deixar irritado... Pensou cansado ao descobrir que a diretora não conhecia a pequena Campbell. A diretora não tinha culpa, muitos alunos, muitos nomes, mas se a sua filha fosse boa aluna ou demonstrasse pelo menos seu verdadeiro poder que havia herdado dele chamaria atenção de qualquer bruxo mais velho. Sorriu para disfarçar o desapontamento. – Minha filha é a Gwenevire Campbell... – e engoliu a seco para dizer a casa, mas tinha que manter o papel. – Foi colocada na Lufa-Lufa, estará agora no terceiro ano... – sorriu sem desviar o olhar da mulher. – Espero que agora mais madura ela possa chamar a atenção da diretora. – riu.

Joseph sabia que sua filha chamava atenção dos professores carrascos e dos monitores, por esses ela era realmente reconhecida. Até pensou em mandar um berrador na hora do jantar, assim que recebesse uma carta avisando-o de uma detenção mais grave que ela havia recebido. Pelo menos assim todos iriam saber quem era ela, e talvez sua filha aprendesse a ser mais respeitosa quanto as regras daquela escola.

- Confesso que no final do último ano letivo, pensei em troca-la de escola... – comentou. – Digo isso, porque ela andava aprontando demais. As notas são excelentes, mas ainda assim tem uma presença frequente nas detenções... – disse desanimado. – Mas agora que conheci, a sen... Senhorita. Acredito que está em boas mãos, mesmo que alguma parcela de méritos vá para a minha filha, já que suas notas são boas. – elogiou a diretora de uma forma delicada e suave. – A diretora leciona ainda, ou apenas hoje ocupa o alto cargo de Hogwarts? – indagou, ficando um pouco mais à vontade perto da diretora, colocando uma das pernas sob o banco, e o pé enrolando-se na perna que estava apoiada no chão.

- E a senhorita Morgana, tem filhos na escola? Ou todos os alunos são como seus filhos? – brincou mudando de assunto. Sua filha era um orgulho, mas a grande parte do tempo ele se preocupava com o que ela poderia acabar fazendo com o nome Campbell na sociedade bruxa.
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Mensagem por Invisibility Cloak em Dom Jul 09, 2017 10:16 am


Cuidado comoterrorOs filhos não são iguais aos pais, ou pelo menos eu acho e.e

Eu não conhecia bem aquele homem, e ele parecia saber muita coisa sobre mim, o que me era estranho porque eu só sabia o seu nome.  Sorrio fraco para o homem e o encaro sentar-se ao meu lado. –Toda.. - respondo quando me pede licença e sorrio vendo algumas pessoas passarem na nossa frente. –Não usamos mais as masmorras, Sr. Campbell, a fase de sua filha é a melhor, não se lembra da sua adolescência nos achávamos invencíveis, superiores a tudo e todos e também donos do mundo. Achávamos que nunca iríamos crescer e ter responsabilidades, eu pensei que iria ficar para sempre estudando em Hogwarts. - relembro rindo um pouco.

Olho para o homem e percebo uma expressão de desapontamento quando o mesmo fala sobre sua filha. –Olha, eu entendo que você ache que a lufa lufa não seja uma boa casa como as outras, mas cada uma tem sua importância na história, muitos bruxos importantes já foram da lufa lufa.- falo tentando convencer o homem de que a casa que sua filha estava era uma boa escolha. –O chapéu nunca erra, ela pode ter entrado na sua casa atual por um simples detalhe, algo de personalidade ou do tipo. Conheço irmãos que são de casas diferentes, filhos que são de casas diferentes da dos pais, o meu irmão, por exemplo, ele está na lufa lufa e eu fui da sonserina. - falo rindo baixo por ele ser o única que foi para a lufa lufa.

-Tenho certeza que de algum modo ela vai chamar a minha atenção, mesmo que seja por um lado bom ou ruim. - rio junto olhando o homem nos olhos. Ajeito uma sacola de compras minha que havia caído no chão e volto a olhar para Joseph o encarando seriamente. –Muitos pais querem trocar seus filhos de escolas quando descobrem que a diretora e jovem demais para o cargo, acham que eu o conquistei de uma forma nada honesta e essas coisas. - comento o olhando. –Mas o que eles não sabem é que eu leciono lá desde que me formei, e fui subindo de cargo por mérito.

Sorrio fraco pensando em meus filhos que estudavam em outra escola e ouço o homem falar atentamente. –Sim, a maioria dos alunos com notas boas costumam aprontar e achar que suas notas não vão deixá-los de detenção. - rio lembrando-me de alguns alunos que faziam isso constantemente. –Sim, eu ainda leciono. Embora seja uma matéria que muitos bruxos a considerem inapropriada para crianças e adolescentes, com aquele velho preconceito de sangue puro. - falo sentindo repulso desses pensamentos horríveis. –Meus filhos estudam em Durmstrang e eu não posso agir como se todos fossem meus filhos, se não eu teria que me preocupar mais com todos, ficaria de cabelos brancos e me apegaria também, o que seria horrível na hora que fossem sair de Hogwarts eu morreria de saudades, por isso eu não me apego muito neles.


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Mensagem por Joseph Greer Campbell em Dom Jul 09, 2017 12:51 pm
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não te tocar

H
ogwarts é um caso a parte na vida do bruxo. Divididos em quatro casas por sua personalidade e por visão da vida. Na sua vez foi para a Sonserina, a casa lhe deu poucos amigos, podia contar nos dedos quem eram. Depois da escola não teve mais contato com eles, se afastou de todos. A casa também lhe deu a esposa, talvez seu único contato de escola até os dias atuais. Joseph mexeu-se um pouco mais no banco quando ela mencionou que a Lufa-Lufa era uma boa casa, mas o seu interesse ficou totalmente grudado nas suas últimas palavras: “Eu fui da Sonserina” Aquilo parecia música para seus ouvidos. Sorriu um pouco de canto, tentando esconder que tinha gostado daquela informação.

Na verdade, para o Sr. Campbell ele só queria mesmo que a escola acabasse na sua época de aluno, tinha que lidar com sangue-ruins por todo lado, mestiços que comentavam sobre trouxas. Se sentia bem melhor no momento atual em que estava. Era bem-sucedido estava com planos armados e prontos para serem executados e naquele momento estava disfarçado. Quase que como um verdadeiro Joseph Campbell, preocupado com o bem-estar de sua filha única e seus estudos.

- Se não conhece a Gwenevire vai se espantar quando conhecer... – comentou gesticulando um pouco. – Somos completamente diferentes em personalidade e aparência. Ainda bem que ela puxou a mãe nesses quesitos. Espirituosa, aventureira... Teimosa. – riu um pouco sozinho desviando o olhar da mulher a sua frente. Mantenha o foco. A conversa desenrolou muito bem era uma conversa quase reunião de pais e mestres, para saber como anda o filho na escola. Para ele aquilo não passava de observações.

- Mesmo assim uma mãe-diretora com os filhos no norte europeu também acaba sentindo saudades, não é verdade? – comentou por entre os dentes observando que volta e meia alguns bruxos encaravam os dois sentados ali no banco. Ela era famosa e ele era um desconhecido. – Acredito que o mais gratificante para você seja mesmo no último ano de um aluno, saber que cumpriu mais uma vez o dever de instruir e ensinar jovens bruxos, os preparando para a sociedade.

Sem ter muito o que esperar e já que a sua observação se tornou uma conversa mais franca, sem muitas informações, resolvera que era hora de partir. – Não quero mais tomar o seu tempo, Morgana. – sorriu e se levantou, fazendo um breve cumprimento com a cabeça. – Receio que seja hora da minha partida, já que a diretora de Hogwarts não deve ser vista mais do que trinta minutos conversando com um completo estranho... Não quero manchar a sua reputação. E também tenho uma horrível reunião com alguns trouxas. – mentiu. – Coisas de trabalho, quem sabe outrora não lhe possa contar um pouco sobre isso, acredito que seria interessante para a aula de Estudo dos Trouxas, se ainda houver... Visto que a escola anda bem mais ocupadas deles com a mistura de raças. – disse um pouco venenoso, tinha que esconder, mas não conseguia ser perfeito. – Foi um gosto poder trocar pequenas palavras com a senhorita. Espero não ter sido um estorvo... – sorriu e puxou a mão dela para dar um beijo cavalheiresco de despedida. O movimento foi lento e leve, sabia ser cortes. – Foi um prazer te conhecer! – aquilo era verdade.  Joseph por fim virou as costas para a loira e rumou para o final da rua, dobrando a esquina e aparatando daquele lugar.
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